domingo, abril 14, 2013

NÃO SE PREOCUPE DEMAIS

A imprensa 'dispara' notícias, mesmo sem que sua mira seja boa. Pode-se vender jornais com ética ou sem ela. Toda nota ou foto publicada contém alguma dose de malícia.

  
 
 
   O NOTICIÁRIO

 
   Há notícias que abalam alguns, enquanto outros não se sentem afetados. A verdade é que há fatos que lemos ou ouvimos faz muitos anos. E tudo continua como dantes, no quartel do Abrantes. São defeitos crônicos de uma sociedade, de um país, de um continente ou de todos. Quero crer que um dia haverá ‘cura’ para esses problemas, mas não estarei vivo quando isso ocorrer. Assim sendo, optei por ignorá-los – uma maneira de viver com menos preocupações.
 
   Já não despertam meu interesse (não como antes) os casos de corrupção, de nepotismo, das baixarias típicas do ser humano, as safadezas dos políticos, as guerras, enfim, de tudo que não posso ver mudado durante minha existência. Reconheço que é excesso de pragmatismo, mas, na minha idade, melhor não tentar reformar o mundo. Asfaltar o caminho para as próximas gerações é um argumento que não me comove. Elas que enfrentem e solucionem os problemas que surgirem – e eles surgirão independentemente dos nossos esforços e da nossa vontade.
 
   Já caíram na rotina dos séculos as brigas entre judeus e árabes; isso já está monótono. Cada presidente americano quer ser o mediador entre as partes, e todos fracassam. Coisa chata. Filme velho. Desde que o mundo é mundo, não passou um só dia sem guerras, sem miséria, sem estupros e sem assassinatos.
 
   Prefiro assistir de camarote a todas essas barbaridades, sem qualquer emoção. As emoções encurtam a vida. Causam problemas de saúde. E depois, para que serviria a minha indignação? Prefiro analisar a evolução (?) dos acontecimentos e estudar as mudanças de comportamentos e métodos utilizados pela ‘besta’ humana. Ou, como diria Vargas Vila, pelo “inseto rei”.  Prefiro ser um antropólogo amador, com uma consciência acima da média das pessoas.
 
   Nada me espanta, nada me assusta. Medo? Aboli essa palavra do meu vocabulário. Vivo melhor sem ela. Sem ela, conheci a verdadeira liberdade. O medo é uma forma de escravidão. As notícias, boas ou más, em nada influenciam meu dia a dia. Quero mais é que o ‘tomate’ venha a custar mais do que um automóvel. Se não for possível comê-lo, não comerei. É só.

Nenhum comentário:

Postar um comentário